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Morre Netinho, aos 60 anos, um dos grandes nomes do axé music

today13 de Outubro, 2026 6

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Cantor baiano, eternizado por sucessos como “Milla” e “Menina”, morreu nesta terça-feira (13), em Salvador, após complicações de um câncer.

O cantor Netinho, um dos artistas mais emblemáticos da história do axé music, morreu na manhã desta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. A informação foi confirmada pela equipe do artista por meio de um comunicado publicado nas redes sociais.

Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, câncer que afeta o sistema linfático. Segundo sua assessoria, a doença evoluiu para um quadro de insuficiência renal e falência múltipla de órgãos.

O artista havia sido diagnosticado em março de 2025 e chegou a apresentar melhora após o tratamento. Em 2026, no entanto, o câncer voltou, exigindo novas internações e sessões de quimioterapia. No final de setembro, sua equipe anunciou que ele se afastaria temporariamente das redes sociais para concentrar suas energias na recuperação.

Da Banda Beijo ao sucesso nacional

Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em 12 de julho de 1966, na cidade de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho mudou-se ainda criança para Salvador, onde começou a desenvolver sua paixão pela música.

Autodidata no violão, iniciou a carreira profissional cantando em bares da capital baiana, interpretando principalmente MPB e bossa nova.

Sua trajetória ganhou uma nova dimensão no final dos anos 1980, quando assumiu os vocais da Banda Beijo, tornando-se um dos rostos mais conhecidos do Carnaval de Salvador.

Com sucessos como “Beijo na Boca”, conquistou espaço nas rádios, nos programas de televisão e nas grandes festas populares do país, ajudando a transformar o axé em um fenômeno nacional.

Em 1993, deixou a Banda Beijo para seguir carreira solo, lançando o álbum Um Beijo Pra Você e consolidando seu nome entre os principais artistas da música baiana.

“Milla” e os sucessos que marcaram gerações

Foi na década de 1990 que Netinho alcançou alguns dos momentos mais importantes de sua carreira.

A canção “Milla”, lançada em 1996, tornou-se seu maior sucesso e um dos grandes clássicos do axé music. A música atravessou gerações, conquistou as rádios brasileiras e tornou-se presença constante em carnavais, micaretas e festas pelo país.

Outras canções, como “Menina”, “Capricho dos Deuses”, “Pra Te Ter Aqui” e “Preciso de Você”, também ajudaram a construir um repertório marcado por melodias românticas, ritmos dançantes e refrões populares.

Com sua presença de palco, energia contagiante e estilo próprio, Netinho fez parte de uma geração de artistas que levou a música produzida na Bahia a públicos cada vez maiores, dentro e fora do Brasil.

Sua trajetória acompanhou a expansão internacional do axé, movimento que transformou a música baiana em uma das expressões mais reconhecidas da cultura popular brasileira.

A luta contra o câncer e a despedida

Nos últimos anos, Netinho enfrentou diferentes problemas de saúde. Em março de 2025, revelou publicamente o diagnóstico de linfoma e passou a compartilhar com os fãs informações sobre o tratamento.

Após um período de melhora, anunciou que a doença havia retornado em 2026. Mesmo diante das dificuldades, manteve uma postura de esperança e gratidão, frequentemente enviando mensagens positivas aos seguidores.

No comunicado divulgado após sua morte, a equipe relembrou uma declaração que o cantor costumava fazer durante o tratamento:

“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”

A assessoria informou que o velório e a cremação serão realizados em uma cerimônia reservada, restrita a familiares e amigos próximos, respeitando um desejo do artista.

Um legado que permanece na música brasileira

A morte de Netinho representa a perda de uma das vozes que ajudaram a construir a identidade do axé music nas décadas de 1980 e 1990.

Ao lado de outros nomes fundamentais da música baiana, o cantor participou de um período de transformação da indústria musical brasileira, quando os ritmos de Salvador ganharam projeção nacional e internacional.

Sua contribuição permanece registrada em canções que continuam sendo cantadas e celebradas por diferentes gerações.

Netinho deixa um legado de música, alegria e uma ligação especial com o público que acompanhou sua carreira por quase quatro décadas.

Escrito por bora lá lisboa

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